Car@s,
segue o release sobre o Seminário.
IESB promove Seminário Internacional sobre comunicação pública e lusofonia
Benildes Rodrigues
O Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB) recebe nos dias 3 e 4 de novembro, pesquisadores nacionais e internacionais de países de língua portuguesa que estudam a comunicação pública para o Seminário LUSOCOMUM - Governança, Transparência, Accountability e Comunicação Pública.
O encontro vai reunir contribuições de pesquisadores do Brasil, Moçambique, Cabo Verde e Portugal. O seminário internacional é uma iniciativa da coordenação do curso de pós-graduação em Assessoria de Comunicação Pública, do IESB.
O coordenador do curso e professor, Fernando Paulino ressalta a importância do evento. “O objetivo é estimular um debate sobre a atuação das instituições públicas e privadas, no que se refere à comunicação voltada para interesse público, não só na realidade brasileira, mas também, nos outros países de língua portuguesa”, explica o coordenador do curso e professor de Ética e Legislação, do curso de Jornalismo do IESB, Fernando Paulino.
O nome do Seminário é uma referência à lusofonia, e lusofonia, o conjunto de identidades culturais dos países da língua portuguesa.
Para o professor Fernando Paulino, os países reunidos no Seminário têm programas e políticas diferentes, mas têm desafios muito parecidos e podem, portanto, trocar experiências para a atuação das universidades e das organizações ligadas à Comunicação. “Creio que um seminário como este é muito interessante para aproximar os países e também, claro, para estimular uma reflexão acadêmica a até contribuir para a formação dos alunos de pós e de graduação a respeito desse tema”, completa Paulino.
As inscrições são gratuitas e estão abertas a alunos de Jornalismo e de cursos como Relações Internacionais, Administração, Letras, Ciências Políticas. Mais informações pelo telefone 3448-9845 ou pelo site www.iesb.br
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Mais um blog
O quarto grupo entrou " no ar". Viver é escolher é o nome do grupo que defende o direito das mulheres a optarem ou não pelo aborto.
O blog do grupo traz histórias, sugestões de debates e o perfil da equipe: http://vivereescolher.wordpress.com/
O blog do grupo traz histórias, sugestões de debates e o perfil da equipe: http://vivereescolher.wordpress.com/
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Os blogs institucionais
Car@s,
Somos quatro grupos.
Dois são veículos, duas rádios.
Dois são ONGs e movimentos. Um defende o direito das mulheres de decidirem ou não pelo aborto. O outro grupo é contrário ao aborto.
Três dos quatro grupos já têm blogs blogs oficiais. Cada um tem uma cara, uma identidade, mas ficaram todos muito legais.
Os veículos, a Rádio IESB News e a Sintonia Cidadã, apresentaram seus programas Protagonismo Juvenil e Atualidade em Foco.
O Protagonismo tem a cara do seu público: divertido, cheio de dicas culturais, vídeos, enquetes: http://protagonismojuvenill.blogspot.com/
O Atualidade tem um jeitão mais sério, mas vai investir no conteúdo, nas enquetes, em resumos das matérias que vão levar ao ar: http://atualidadeemfoco.blogspot.com/
A ONG Direito de Viver também mostrou seu blog institucional, com muito conteúdo, a visão e a cara da ONG. Um espaço sóbrio, interessante:
http://ongdireitodeviver.blogspot.com/
Nesses blogs, vamos acompanhar a "luta pelo discurso", como nos ensinou o mestre Foucault.
Somos quatro grupos.
Dois são veículos, duas rádios.
Dois são ONGs e movimentos. Um defende o direito das mulheres de decidirem ou não pelo aborto. O outro grupo é contrário ao aborto.
Três dos quatro grupos já têm blogs blogs oficiais. Cada um tem uma cara, uma identidade, mas ficaram todos muito legais.
Os veículos, a Rádio IESB News e a Sintonia Cidadã, apresentaram seus programas Protagonismo Juvenil e Atualidade em Foco.
O Protagonismo tem a cara do seu público: divertido, cheio de dicas culturais, vídeos, enquetes: http://protagonismojuvenill.blogspot.com/
O Atualidade tem um jeitão mais sério, mas vai investir no conteúdo, nas enquetes, em resumos das matérias que vão levar ao ar: http://atualidadeemfoco.blogspot.com/
A ONG Direito de Viver também mostrou seu blog institucional, com muito conteúdo, a visão e a cara da ONG. Um espaço sóbrio, interessante:
http://ongdireitodeviver.blogspot.com/
Nesses blogs, vamos acompanhar a "luta pelo discurso", como nos ensinou o mestre Foucault.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Uma nova turma...
O segundo semestre começou...
Já conhecemos o plano de curso e um pouco das idéias de Dominique Wolton sobre a comunicação hoje e seus desafios como parte da tríade diabólica do século XXI.
Vamos avançar com os conceitos de newsmaking e mergulhar nos conceitos de agendamento, mobilização social e advocacy.
Depois vamos começar o jogo de papéis.
Vamos em frente...
Já conhecemos o plano de curso e um pouco das idéias de Dominique Wolton sobre a comunicação hoje e seus desafios como parte da tríade diabólica do século XXI.
Vamos avançar com os conceitos de newsmaking e mergulhar nos conceitos de agendamento, mobilização social e advocacy.
Depois vamos começar o jogo de papéis.
Vamos em frente...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
A visâo da Defesa Verde
A análise abaixo foi preparada pela equipe da ONG Defesa Verde e está publicada em itálico para diferenciá-las das minhas postagens.
Aproveitamento:
O Defesa Verde enviou ao Jornal O Momento e Sexto Repórter quatro releases.
-Manifestação em Brasília
-Agricultura dentro da Economia
-Desmatamento de Unaí
-Alimentos Orgânicos
A único release utilizado foi “alimentos orgânicos” pelo jornal do O Momento. O repórter entrou em contato com a assessora de imprensa Aline Peressin, fazendo cerca de 12 perguntas. Através do e-mail, o repórter, ressaltou que precisava das respostas o mais rápido possível.
O grupo Defesa Verde foi citado no contexto da matéria, alegando que os alimentos orgânicos podem gerar empregos e cria oportunidades aos pequenos agricultores rurais.
Analisando:
-O Momento
O Jornal o Momento está bem diagramado, as matérias estão bem divididas por setores.
O jornal “puxa-saco” da ONG Amazônia Livre, fazendo o release dela a matéria principal e colocando uma pequena propaganda sobre a ONG. Será que a Amazônia Livre comprou um pedaço do jornal? O jornal em algumas matérias também não escuta os dois lados da história. A matéria sobre mudanças climáticas causam o desmatamento da Amazônia, escuta apenas o lado da ONG Amazônia Livre, deixando faltar o outro lado da história.
- Sexto Repórter
O programa de rádio, Sexto Repórter, apesar de não pautar em sua programação, nenhum dos releases enviados, o programa ficou dinâmico. Com pautas interessantes o jornal prende a atenção do ouvinte por conter matérias de conteúdo rápido.
- Grupo Defesa Verde
O grupo Defesa Verde enviou releases que acontecem “diariamente”. Apesar da manifestação em Brasília ser de interesse a certa parte da população, a notícia não foi divulgada. Quanto aos outros releases, faltou dados, para chamar a atenção do repórter. Apesar da assessora estar disponível, apenas um repórter entrou em contato.
Aproveitamento:
O Defesa Verde enviou ao Jornal O Momento e Sexto Repórter quatro releases.
-Manifestação em Brasília
-Agricultura dentro da Economia
-Desmatamento de Unaí
-Alimentos Orgânicos
A único release utilizado foi “alimentos orgânicos” pelo jornal do O Momento. O repórter entrou em contato com a assessora de imprensa Aline Peressin, fazendo cerca de 12 perguntas. Através do e-mail, o repórter, ressaltou que precisava das respostas o mais rápido possível.
O grupo Defesa Verde foi citado no contexto da matéria, alegando que os alimentos orgânicos podem gerar empregos e cria oportunidades aos pequenos agricultores rurais.
Analisando:
-O Momento
O Jornal o Momento está bem diagramado, as matérias estão bem divididas por setores.
O jornal “puxa-saco” da ONG Amazônia Livre, fazendo o release dela a matéria principal e colocando uma pequena propaganda sobre a ONG. Será que a Amazônia Livre comprou um pedaço do jornal? O jornal em algumas matérias também não escuta os dois lados da história. A matéria sobre mudanças climáticas causam o desmatamento da Amazônia, escuta apenas o lado da ONG Amazônia Livre, deixando faltar o outro lado da história.
- Sexto Repórter
O programa de rádio, Sexto Repórter, apesar de não pautar em sua programação, nenhum dos releases enviados, o programa ficou dinâmico. Com pautas interessantes o jornal prende a atenção do ouvinte por conter matérias de conteúdo rápido.
- Grupo Defesa Verde
O grupo Defesa Verde enviou releases que acontecem “diariamente”. Apesar da manifestação em Brasília ser de interesse a certa parte da população, a notícia não foi divulgada. Quanto aos outros releases, faltou dados, para chamar a atenção do repórter. Apesar da assessora estar disponível, apenas um repórter entrou em contato.
A visâo da Amazônia Livre
A análise abaixo, publicada em itálico para diferenciá-la dos meus comentários, foi produzida pela equipe da ONG Amazônia Livre e apresentada na aula de 15/05.
Análise de Mídia
Ao enviar materiais detalhados e variados para divulgação na imprensa esperamos um retorno desse trabalho. Nosso intuito como assessoria é vincular o maior número de informações que dêem visibilidade a todas as ações da Amazônia Livre em prol da preservação do meio ambiente. Dessa forma, focamos pela excelência. Passamos todas as detalhes necessários para o bom desenvolvimento das reportagens, assim como também ficamos disponíveis para sanar as dúvidas que surgirem.
No último envio de dados, o retorno foi bastante proveitoso. Primamos em dar informações exclusivas e direcionadas para alguns veículos relacionados ao nosso mailing.
Para o jornal impresso O Momento fornecemos duas importantes informações. A primeira: enviamos um release referente aos dados de um estudo feito pelo pesquisador da ong Josué Isaías. Esse trabalho apresenta dados que prevêem um impacto na produção agrícola devido a mudanças climáticas ocasionados pela devastação natural. O assunto teve chamada de capa no jornal e garantiu as duas primeiras páginas da edição, fato esse que garantiu grande repercussão do tema na sociedade.
Entretanto, mesmo com bom retorno da veiculação, alguns respaldos devem ser feitos quanto a publicação da matéria. Pouco foi acrescentado à reportagem, quando comparada ao release enviado ao veículo. O Momento usou de praticamente todo o material enviado, com somente inclusões de dados acerca da dimensão do espaço amazônico. Não houve um contraponto. Pois, no release, levantamos a hipótese de haver uma discussão insensata entre nós, da ong, e os agricultores. Seria interessante incluir a posição dos agricultores perante essa colocação, pois o estudo aponta que eles serão prejudicados. Ainda na matéria, no final da segunda página, colocaram a logomarca de nossa ong, sem um motivo aparente.
O artigo do pesquisador Isaias também foi publicado no blog, somente. Não houve nenhum comentário, mas permanece na página inicial.
Para o programa de rádio O Sexto Repórter aplicamos a mesma estratégia, exclusividade e detalhamento das informações enviadas. Com isso, as duas pautas foram aceitas e exploradas.
De acordo com os dados de nosso podcast, o repórter Vicente Melo abordou o primeiro encontro com o presidente Lula para a discussão dos números da moratória da soja. A matéria teve grande espaço no todo do jornal. Muito também foi utilizado do material de envio, inclusive a sonora de nosso presidente.
O interessante na abordagem foi a contextualização com a visão do responsável pelo movimento dos agricultores, pois, dessa forma, deixou para a sociedade o julgamento das defesas. Um erro notado foi na chamada para matéria pela apresentadora Tayanara Figueiredo. Ela disse o nome da nossa ong Amazônia Livre, quando deveria dizer Amazônia legal, que é o espaço onde abrange os hectares da floresta amazônica.
No release enviado sobre o Projeto da Lei do Estrangeiro e detalhado pela repórter Giovana Simoni muito nos ajudou com a divulgação, pois, estamos conforme a determinação legal, o que mostra como nosso trabalho desenvolvido com seriedade. A matéria que tinha como ponto negativo as irregularidades, mostrou-nos como corretos.
Ao todo, tivemos participação, com nosso material de envio, em dois minutos e 67 segundos do programa.
Na semana analisada, conseguimos pautar os veículos de comunicação com todos os materiais enviados. Assim, subentende-se que a estratégia utilizada resultou em sucesso.
Análise de Mídia
Ao enviar materiais detalhados e variados para divulgação na imprensa esperamos um retorno desse trabalho. Nosso intuito como assessoria é vincular o maior número de informações que dêem visibilidade a todas as ações da Amazônia Livre em prol da preservação do meio ambiente. Dessa forma, focamos pela excelência. Passamos todas as detalhes necessários para o bom desenvolvimento das reportagens, assim como também ficamos disponíveis para sanar as dúvidas que surgirem.
No último envio de dados, o retorno foi bastante proveitoso. Primamos em dar informações exclusivas e direcionadas para alguns veículos relacionados ao nosso mailing.
Para o jornal impresso O Momento fornecemos duas importantes informações. A primeira: enviamos um release referente aos dados de um estudo feito pelo pesquisador da ong Josué Isaías. Esse trabalho apresenta dados que prevêem um impacto na produção agrícola devido a mudanças climáticas ocasionados pela devastação natural. O assunto teve chamada de capa no jornal e garantiu as duas primeiras páginas da edição, fato esse que garantiu grande repercussão do tema na sociedade.
Entretanto, mesmo com bom retorno da veiculação, alguns respaldos devem ser feitos quanto a publicação da matéria. Pouco foi acrescentado à reportagem, quando comparada ao release enviado ao veículo. O Momento usou de praticamente todo o material enviado, com somente inclusões de dados acerca da dimensão do espaço amazônico. Não houve um contraponto. Pois, no release, levantamos a hipótese de haver uma discussão insensata entre nós, da ong, e os agricultores. Seria interessante incluir a posição dos agricultores perante essa colocação, pois o estudo aponta que eles serão prejudicados. Ainda na matéria, no final da segunda página, colocaram a logomarca de nossa ong, sem um motivo aparente.
O artigo do pesquisador Isaias também foi publicado no blog, somente. Não houve nenhum comentário, mas permanece na página inicial.
Para o programa de rádio O Sexto Repórter aplicamos a mesma estratégia, exclusividade e detalhamento das informações enviadas. Com isso, as duas pautas foram aceitas e exploradas.
De acordo com os dados de nosso podcast, o repórter Vicente Melo abordou o primeiro encontro com o presidente Lula para a discussão dos números da moratória da soja. A matéria teve grande espaço no todo do jornal. Muito também foi utilizado do material de envio, inclusive a sonora de nosso presidente.
O interessante na abordagem foi a contextualização com a visão do responsável pelo movimento dos agricultores, pois, dessa forma, deixou para a sociedade o julgamento das defesas. Um erro notado foi na chamada para matéria pela apresentadora Tayanara Figueiredo. Ela disse o nome da nossa ong Amazônia Livre, quando deveria dizer Amazônia legal, que é o espaço onde abrange os hectares da floresta amazônica.
No release enviado sobre o Projeto da Lei do Estrangeiro e detalhado pela repórter Giovana Simoni muito nos ajudou com a divulgação, pois, estamos conforme a determinação legal, o que mostra como nosso trabalho desenvolvido com seriedade. A matéria que tinha como ponto negativo as irregularidades, mostrou-nos como corretos.
Ao todo, tivemos participação, com nosso material de envio, em dois minutos e 67 segundos do programa.
Na semana analisada, conseguimos pautar os veículos de comunicação com todos os materiais enviados. Assim, subentende-se que a estratégia utilizada resultou em sucesso.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Bom sinal, muito chão pela frente...
O teórico italiano Norberto Bobbio já anunciara em seu “A Era dos Direitos”, depois dos direitos individuais, sociais e econômicos, a quarta geração dos direitos humanos teria o meio ambiente e a genética como seu horizonte. Aí estamos. O meio ambiente é O tema da atualidade mundialmente Se não vejamos: aquecimento global, megacidades, biocombustíveis e eficiência de energia, crise mundial de alimentos e demanda pelo aumento da produção, redes, reações em cadeia.
Nesse cenário, é louvável que o renomado jornal O Momento tenha decidido dedicar algumas de suas páginas ao tema, organizando uma editoria de Meio Ambiente para a cobertura sistemática da questão que ocupa nosso dia-a-dia ainda que não prestemos atenção no que consumimos, no lixo que geramos, em como nos deslocamos,...
Porém, faltam passos importantes ao jornal para que as potencialmente nobres páginas de Meio Ambiente mereçam o nome de editoria.
Vamos à edição de sábado, 10 de maio.
Diante do excelente estudo da ONG Amazônia Livre sobre a relação das mudanças climáticas e o desflorestamento da Amazônia, o repórter Daniel Ribeiro praticamente reproduziu o release da organização e juntou aos dados do relatório uma coleção de informações sobre a perda da cobertura da floresta. O texto começa com o que nos bancos da faculdade aprendemos a chamar de nariz-de-cera quando poderia entrar logo nas posições inovadoras do estudo. E ao longo da matéria apenas os diretores da ONG, Josué Isaías e Rodrigo Lopes, são ouvidos e citados nas duas páginas.
Na seqüência da matéria, um quadro interessante traz a posição da Embrapa sobre a questão, mas também ali não há contraponto. Apenas alguns caminhos técnicos para o aumento da área cultivada no Brasil para a produção de alimentos. Ponto para a equipe d´O Momento para a contextualização da questão dentro de um cenário internacional, mas, de novo no Box, há apenas o discurso do pesquisador do Embrapa. Mas as duas matérias e seus excessos de dados no corpo do texto não dialogam.
A matéria perde ainda belas oportunidades anunciadas pelo release da Amazônia Livre, obtido por este Observatório. Além do estudo em si, o material da ONG levanta um ponto interessante sobre que chama de “falsa dicotomia” entre ambientalistas e agricultores. Em um jornal tão bem desenhado, tanto em sua versão eletrônica como impressa, estava aí a deixa para uma matéria, um editorial, artigos assinados por ponto de vista diferentes. O que os agricultores pensam da afirmação de Rodrigo Lopes, o polêmico e contundente diretor da AL? O Momento não nos ajudou, a nós leitores, a saber o outro lado da história...Uma pena.
A matéria também peca por excesso de dados e nesse caso, a melhor opção é, quase sempre, o infográfico, ou qualquer outro caminho que ajude a leitor a dirigir tantos números.
Também fica difícil entender a publicação da logo da Amazônia Livre no jornal...Trata-se de uma parceria?
Ainda na linha ambiental, o quadro da repórter Giselle Guedes pretende explicar o que é biocombustível, mas o texto não avança e parece ter sido “abortado” na metade...O mesmo vale para a coluna de Ana Amélia Lemos, essa colaboradora especial d´O Momento. Em sua nota sobre os elogios do ex-presidente norte-americano ao Brasil, o texto é interrompido e não conseguimos concluir o que o amigo de Fernando Henrique Cardoso disse do governo Lula da Silva...
Na editoria de Economia, novamente na matéria do famoso colunista José Roberto Paraíso, citações à e da Embrapa. Fica difícil entender porque a edição do jornal deixou que se repetissem tanto as mesmas fontes para as matérias. O Momento é um jornal tão interessante que dispõe de um economista em seu quadro para avaliar as coberturas. Maravilha! - lembra o ícone do jornalismo econômico mundial, a revista inglesa The Economist. Mas o analista me parece mal aproveitado no momento (sem trocadilhos) em que o mundo debate a tensão entre os preceitos e urgências econômicas e os preceitos e urgências ambientais.
Ainda na edição do último sábado d´O Momento, vale notar a matéria de Rodrigo Otávio Barbosa. Com diferentes vozes, a matéria tem sabor, mas também tem cara de conversa cortada no meio. Se a sugestão é que plantemos nós mesmos alimentos mais saudáveis em casa, ficou faltando o lado serviço da matéria para ensinarmos como fazê-lo. Outra dica para o repórter: não faça tantas perguntas numa matéria. Afirme (e conte-nos, por favor, se é possível plantar morangos numa quitinete!).
A matéria de Maíra Menezes é interessante e tem apelo. Mas poderia ter logo começado com a história do garoto, que nos atraiu pelo título. E, mais uma vez, como no caso dos alimentos, fica a vontade de saber mais sobre como ser um home broker (e como ter R$ 6 mil aos 16 anos?!?!?!?). Faltou serviço e valor-serviço e outros casos e histórias...Há quem tenha perdido tudo na mesma brincadeira do esperto Márcio?. Quais são seus planos do jovem broker para o dinheiro que ganhou de casa???
Para finalizar, a coluna de José Roberto Paraíso é interessante, tem ritmo. Porém, traz algumas conclusões apressadas, como a relação do pão com o salário mínimo. Paraíso merece ainda mais cuidado de edição com suas notas porque a coluna repete informações já dadas pelo jornal em forma de matéria (como no caso dos vegans). Um último comentário: pelas regras da noticiabilidade, sempre mutáveis, claro, mas me parece que a ação da interessante ONG AMA merecia mais que uma notinha...A questão fundiária na Amazônia é coisa para cobertura de fundo!
Nesse cenário, é louvável que o renomado jornal O Momento tenha decidido dedicar algumas de suas páginas ao tema, organizando uma editoria de Meio Ambiente para a cobertura sistemática da questão que ocupa nosso dia-a-dia ainda que não prestemos atenção no que consumimos, no lixo que geramos, em como nos deslocamos,...
Porém, faltam passos importantes ao jornal para que as potencialmente nobres páginas de Meio Ambiente mereçam o nome de editoria.
Vamos à edição de sábado, 10 de maio.
Diante do excelente estudo da ONG Amazônia Livre sobre a relação das mudanças climáticas e o desflorestamento da Amazônia, o repórter Daniel Ribeiro praticamente reproduziu o release da organização e juntou aos dados do relatório uma coleção de informações sobre a perda da cobertura da floresta. O texto começa com o que nos bancos da faculdade aprendemos a chamar de nariz-de-cera quando poderia entrar logo nas posições inovadoras do estudo. E ao longo da matéria apenas os diretores da ONG, Josué Isaías e Rodrigo Lopes, são ouvidos e citados nas duas páginas.
Na seqüência da matéria, um quadro interessante traz a posição da Embrapa sobre a questão, mas também ali não há contraponto. Apenas alguns caminhos técnicos para o aumento da área cultivada no Brasil para a produção de alimentos. Ponto para a equipe d´O Momento para a contextualização da questão dentro de um cenário internacional, mas, de novo no Box, há apenas o discurso do pesquisador do Embrapa. Mas as duas matérias e seus excessos de dados no corpo do texto não dialogam.
A matéria perde ainda belas oportunidades anunciadas pelo release da Amazônia Livre, obtido por este Observatório. Além do estudo em si, o material da ONG levanta um ponto interessante sobre que chama de “falsa dicotomia” entre ambientalistas e agricultores. Em um jornal tão bem desenhado, tanto em sua versão eletrônica como impressa, estava aí a deixa para uma matéria, um editorial, artigos assinados por ponto de vista diferentes. O que os agricultores pensam da afirmação de Rodrigo Lopes, o polêmico e contundente diretor da AL? O Momento não nos ajudou, a nós leitores, a saber o outro lado da história...Uma pena.
A matéria também peca por excesso de dados e nesse caso, a melhor opção é, quase sempre, o infográfico, ou qualquer outro caminho que ajude a leitor a dirigir tantos números.
Também fica difícil entender a publicação da logo da Amazônia Livre no jornal...Trata-se de uma parceria?
Ainda na linha ambiental, o quadro da repórter Giselle Guedes pretende explicar o que é biocombustível, mas o texto não avança e parece ter sido “abortado” na metade...O mesmo vale para a coluna de Ana Amélia Lemos, essa colaboradora especial d´O Momento. Em sua nota sobre os elogios do ex-presidente norte-americano ao Brasil, o texto é interrompido e não conseguimos concluir o que o amigo de Fernando Henrique Cardoso disse do governo Lula da Silva...
Na editoria de Economia, novamente na matéria do famoso colunista José Roberto Paraíso, citações à e da Embrapa. Fica difícil entender porque a edição do jornal deixou que se repetissem tanto as mesmas fontes para as matérias. O Momento é um jornal tão interessante que dispõe de um economista em seu quadro para avaliar as coberturas. Maravilha! - lembra o ícone do jornalismo econômico mundial, a revista inglesa The Economist. Mas o analista me parece mal aproveitado no momento (sem trocadilhos) em que o mundo debate a tensão entre os preceitos e urgências econômicas e os preceitos e urgências ambientais.
Ainda na edição do último sábado d´O Momento, vale notar a matéria de Rodrigo Otávio Barbosa. Com diferentes vozes, a matéria tem sabor, mas também tem cara de conversa cortada no meio. Se a sugestão é que plantemos nós mesmos alimentos mais saudáveis em casa, ficou faltando o lado serviço da matéria para ensinarmos como fazê-lo. Outra dica para o repórter: não faça tantas perguntas numa matéria. Afirme (e conte-nos, por favor, se é possível plantar morangos numa quitinete!).
A matéria de Maíra Menezes é interessante e tem apelo. Mas poderia ter logo começado com a história do garoto, que nos atraiu pelo título. E, mais uma vez, como no caso dos alimentos, fica a vontade de saber mais sobre como ser um home broker (e como ter R$ 6 mil aos 16 anos?!?!?!?). Faltou serviço e valor-serviço e outros casos e histórias...Há quem tenha perdido tudo na mesma brincadeira do esperto Márcio?. Quais são seus planos do jovem broker para o dinheiro que ganhou de casa???
Para finalizar, a coluna de José Roberto Paraíso é interessante, tem ritmo. Porém, traz algumas conclusões apressadas, como a relação do pão com o salário mínimo. Paraíso merece ainda mais cuidado de edição com suas notas porque a coluna repete informações já dadas pelo jornal em forma de matéria (como no caso dos vegans). Um último comentário: pelas regras da noticiabilidade, sempre mutáveis, claro, mas me parece que a ação da interessante ONG AMA merecia mais que uma notinha...A questão fundiária na Amazônia é coisa para cobertura de fundo!
domingo, 11 de maio de 2008
Poucos quilômetros, bom ritmo
Se algum(a) dos(as) leitores(as) deste Observatório tem qualquer preconceito contra profissionais com pouca experiência, está convidado(a) a deixá-lo de lado. Foi excelente a edição da última quinta-feira do jornal da jovem emissora Sexto Repórter. A equipe compensa a pouca quilometragem com bons critérios de noticiabilidade, humor, bom pique e presença nos lugares onde estão as notícias do dia, seja na política, na economia, na cidade, e na área de meio ambiente.
Apresentada por Thaynara Figueiredo e Felipe Linhares, o jornal mostra que os fundamentos do jornalismo estão vivos! Vamos a eles:
1) Há contextualização, como na reportagem de Vicente Melo sobre o encontro do Presidente Lula com os ativistas da respeitada ONG Amazônia Livre. O repórter fala sobre o encontro, sem deixar de situar o debate entre agricultores e ambientalistas e a atualíssima crise mundial dos alimentos. Melo não deixa de lembrar o tema dos biocombustíveis.
2) Há o outro lado. O excelente repórter Vicente Melo ouve a Cooperativa de Produtores de Grãos para lembrar que o debate ambiental tem outros lados, como a questão da exploração da terra pelos pecuaristas e o enorme impacto econômico que a produção de soja tem no Brasil, incluindo a geração de emprego e renda para dezenas de milhares de pessoas.
3) Há atualidade. A reportagem de Raphael Martinus traz a versão do Ministério da Fazenda sobre os impactos no câmbio do festejado grau de investimento obtido pelo Brasil e a ainda controversa proposta do governo de criação de um fundo soberano para garantir apoio a investimentos brasileiros no exterior;
4) Há dados e pesquisa. Como na matéria de Giovana Simoni sobre o projeto de lei para regulamentar parte da atuação das ONGs no Brasil. Simoni traz dados do IPEA e ouve a ONG Amazônia Livre sobre a visão das ONGs sobre o projeto. A repórter também não esquece de contextualizar o debate e lembra a CPI das ONGs em curso no Congresso Nacional;
5) Há valor-serviço, como na nota sobre o juizado móvel;
6) Há imediatismo. Como na simpática cobertura de Ludmila Mendonça sobre a distribuição de castanheiras pela ONG Amigos da Amazônia em plena Esplanada dos Ministérios. Radiojornalismo bem feito;
7) Há a vida urbana. Como na também excelente matéria de Márcia Fernandes sobre a colocação de barreiras de concreto no Eixão. Fernandes não deixa de contextualizar a origem do dinheiro e ouve o Detran e o IPHAN, responsável por autorizar obras que desfigurem o plano original de Brasília.
8) Há humor, como na brincadeira do apresentador Felipe Linhares sobre a transmissão do futebol.
9) Há responsabilidade social da emissora, sem perder a criatividade. É divertida a vinheta sobre o celular que muitas vezes esquecemos de desligar (ou, pior, optamos por não fazê-lo) “na escola, no cinema, no teatro”, com as vozes da equipe.
É claro que a equipe do Sexto Repórter poderia exercitar todas essas qualidades em todas as matérias. Talvez tenha faltado ouvir especialistas do mercado na matéria de Economia, um parlamentar ou alguém do governo sobre o projeto de lei das ONGs e o pessoal da Amigos da Amazônia na matéria sobre o protesto que levou as castanheiras paraenses ao gramado do centro de Brasília.
Mas os 13 minutos do jornal são, sem dúvida, um bom exercício de jornalismo e um ótimo resumo das notícias do dia.
A jovem equipe do Sexto Repórter mostra que veio para ficar. Bem-vindos sejam!
Apresentada por Thaynara Figueiredo e Felipe Linhares, o jornal mostra que os fundamentos do jornalismo estão vivos! Vamos a eles:
1) Há contextualização, como na reportagem de Vicente Melo sobre o encontro do Presidente Lula com os ativistas da respeitada ONG Amazônia Livre. O repórter fala sobre o encontro, sem deixar de situar o debate entre agricultores e ambientalistas e a atualíssima crise mundial dos alimentos. Melo não deixa de lembrar o tema dos biocombustíveis.
2) Há o outro lado. O excelente repórter Vicente Melo ouve a Cooperativa de Produtores de Grãos para lembrar que o debate ambiental tem outros lados, como a questão da exploração da terra pelos pecuaristas e o enorme impacto econômico que a produção de soja tem no Brasil, incluindo a geração de emprego e renda para dezenas de milhares de pessoas.
3) Há atualidade. A reportagem de Raphael Martinus traz a versão do Ministério da Fazenda sobre os impactos no câmbio do festejado grau de investimento obtido pelo Brasil e a ainda controversa proposta do governo de criação de um fundo soberano para garantir apoio a investimentos brasileiros no exterior;
4) Há dados e pesquisa. Como na matéria de Giovana Simoni sobre o projeto de lei para regulamentar parte da atuação das ONGs no Brasil. Simoni traz dados do IPEA e ouve a ONG Amazônia Livre sobre a visão das ONGs sobre o projeto. A repórter também não esquece de contextualizar o debate e lembra a CPI das ONGs em curso no Congresso Nacional;
5) Há valor-serviço, como na nota sobre o juizado móvel;
6) Há imediatismo. Como na simpática cobertura de Ludmila Mendonça sobre a distribuição de castanheiras pela ONG Amigos da Amazônia em plena Esplanada dos Ministérios. Radiojornalismo bem feito;
7) Há a vida urbana. Como na também excelente matéria de Márcia Fernandes sobre a colocação de barreiras de concreto no Eixão. Fernandes não deixa de contextualizar a origem do dinheiro e ouve o Detran e o IPHAN, responsável por autorizar obras que desfigurem o plano original de Brasília.
8) Há humor, como na brincadeira do apresentador Felipe Linhares sobre a transmissão do futebol.
9) Há responsabilidade social da emissora, sem perder a criatividade. É divertida a vinheta sobre o celular que muitas vezes esquecemos de desligar (ou, pior, optamos por não fazê-lo) “na escola, no cinema, no teatro”, com as vozes da equipe.
É claro que a equipe do Sexto Repórter poderia exercitar todas essas qualidades em todas as matérias. Talvez tenha faltado ouvir especialistas do mercado na matéria de Economia, um parlamentar ou alguém do governo sobre o projeto de lei das ONGs e o pessoal da Amigos da Amazônia na matéria sobre o protesto que levou as castanheiras paraenses ao gramado do centro de Brasília.
Mas os 13 minutos do jornal são, sem dúvida, um bom exercício de jornalismo e um ótimo resumo das notícias do dia.
A jovem equipe do Sexto Repórter mostra que veio para ficar. Bem-vindos sejam!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Na expectativa...
Hoje à noite, 8 de maio de 2008, os alunos de Redação, Produção e Veiculação vão apresentar suas matérias sobre desmatamento, mudanças climáticas, agricultura familiar, crescimento e desenvolvimento econômico, tecnologia agrícola...
O Momento deve trazer a cobertura de alguns eventos de ONGs e de movimentos de agricultores. Os materiais foram distribuídos pelas diretorias e assessorias das organizações no dia 24 de abril.
A Sexto Repórter vai trabalhar os mesmos materiais, mas com sua linguagem de rádio.
Alguns materiais distribuídos são muito ricos e interessantes.
As matérias serão analisadas neste blog a partir de amanhã.
A idéia é "pensar em voz alta" e refletir conceitos do jornalismo, como noticiabilidade, acontecimento, à luz da cobertura desses importantes veículos, O Momento e Sexto Repórter.
O Momento deve trazer a cobertura de alguns eventos de ONGs e de movimentos de agricultores. Os materiais foram distribuídos pelas diretorias e assessorias das organizações no dia 24 de abril.
A Sexto Repórter vai trabalhar os mesmos materiais, mas com sua linguagem de rádio.
Alguns materiais distribuídos são muito ricos e interessantes.
As matérias serão analisadas neste blog a partir de amanhã.
A idéia é "pensar em voz alta" e refletir conceitos do jornalismo, como noticiabilidade, acontecimento, à luz da cobertura desses importantes veículos, O Momento e Sexto Repórter.
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